Em meio a tempestade – Uma Breve Análise de Conjuntura

As eleições de 2014 terminaram com um clima de divisão do país. Haviam pobres e classe média de ambos os lados.

Com a aplicação de medidas de austeridade pelo PT, a maior parte do seu eleitorado ficou insatisfeita com o governo, com uma parcela considerável se arrependendo de ter votado na Dilma.

Setores de extrema direita (ultraliberais, olavetes, bolsonaretes, etc) acreditam plenamente que o PT faz parte de um plano de dominação comunista, e querem derrubar ele custe o que custar pra “salvar a nação”. Aproveitando a situação, organizaram e puxaram as manifestações contra a Dilma.

O nome da articulação é Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, que inclui grupos como VemPraRua, Revoltados Online e Movimento Brasil Livre.

Esses grupos acabam obtendo amplo apoio das classes médias (baixa, média e alta), e de algumas parcelas da população pobre. No entanto, a maioria da população não se guia por “anticomunismo”, mas pela insatisfação diante da crise econômica e da corrupção.

A Burguesia, por outro lado, não vê isso com bons olhos. O empresariado não acredita em “conspiração comunista” e quer preservar a estabilidade para não afetar seus lucros. Por isso O Globo e Folha de SP pediram, em editorial, a união do país. Industriais e banqueiros também lançaram notas.

Até aí temos um conflito: A Burguesia querendo preservar o governo do PT em prol da estabilidade, e setores de extrema direita se aproveitando da insatisfação popular para “derrubar o comunismo”.

O PSDB (e oposição de direita) também não acredita em conspiração comunista, MAS se optarem por dialogar com o governo em prol da estabilidade, vão se queimar com o próprio eleitorado e com a nova parcela de insatisfeitos.
Por isso um pé em cada canoa. Soma-se a isso os conflitos individuais internos por poder (Aécio x Alckmin x Serra).

A base governista se encontra na mesma situação, entre pular do navio ou tentar preservar estabilidade.

Parte da esquerda, acreditando numa “conspiração da burguesia e da CIA” escolhe apoiar criticamente o governo. Aqui entram Psol e PCO.

Por fim, parte da esquerda fica parada sem saber como agir e condenando todos.

Simplificando:

Lado 1 – Em favor da preservação da estabilidade nacional
– PT (CUT, MST, UNE)
– Burguesia (FIESP, Bradesco, FIRJAN)
– Grande Mídia (Globo, Folha)
– Esquerda apoio crítico (Psol, PCO, MTST)

Lado 2 – Contra o Governo
– Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos (extrema direita de tendencia Tea Party)
– Parcelas da periferia insatisfeitas com a crise
– Classe média conservadora

Lado 3 – Em cima do muro
– Base aliada (PMDB, PDT, PTB, PP, etc)
– Oposição (PSDB, DEM, PPS, etc)

Lado 4 – Contra todos
– Esquerda partidária radical (PSTU, PCB)
– Esquerda não partidária (anarquistas e marxistas não eleitoreiros)
– Setores da população que não querem se posicionar em brigas de corruptos e elites

A partida está pra começar.

Dia 16, a classe média e o nosso “Tea Party” colocarão suas forças na rua.

Dia 20, o Governo colocará seus militantes leais e a esquerda “voto crítico”.

Permanecendo a Dilma no poder ou ascendendo qualquer outro, uma coisa é certa: nós não ganhamos. A menos que uma terceira via se apresente.

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